Picareta ganhava dinheiro rezando para outras pessoas

Um jovem de Seattle, terra do grunge, Benjamin Rogovy fez fortunas só em orar para os outros. O espertinho se aproveitou da credulidade (sim, fé é credulidade) alheia e criou um site, Cristian Prayer Center, que oferecia orações que supostamente eram feitas por padres e pastores de várias religiões cristãs. 

Cobrava cerca de 9 a 35 dólares por serviço e criou um esquema convincente com perfis falsos na rede social profissional Likedin e fotos com pessoas disfarçadas de pastores. Criou até uma versão em espanhol, Oracion Cristiana, para que latinos (mais religiosos que os americanos, portanto presas fáceis) contribuíssem em troca de orações. Os sites continham testemunhos que incluíam relatos de curas de doenças até hoje incuráveis, como a AIDS.

A farsa durou quatro anos até ser descoberto e preso, após encerrar as atividades dos sites. O procurador geral de seu estado o obrigou a devolver cerca de 7 milhões tirados de suas inocentes vítimas.

Mas cá fico pensando: no Brasil este tipo de farsa seria muito mais bem sucedida, pois o que não falta são religiosos utilizando a fé alheia para ganhar muito dinheiro, seja de um modo ou de outro, além de inúmeros crédulos o suficiente para odiar certos políticos e simpatizantes com base exclusivamente nos boatos que ouviram dizer na televisão. Presas fáceis para a lábia astuta das lideranças religiosas.

E se não bastasse a isenção fiscal dada a entidades religiosas...

(Com informações do site Metamorfose Digital)

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