Anti-petismo se comporta como se fosse uma religião

O grande interesse das corporações em derrubar um partido de proletários, já que o interesse das elites é que os líderes da nação sejam ricos e possuam diplomas de nível superior, está criando uma onda de ódio anti-esquerda e principalmente anti-petista que demonstra claramente sinais de insensatez e falta de informação.

A onda de revolta contra os petistas tem claros sinais de credulidade religiosa. Inventam-se mitos, atribui-se pepel de vilão a uns, de mocinhos a outros e espalham-se boatos aos cântaros, para que as grandes corporações possam ter  apoio popular necessário para colocar como governantes homens capazes de satisfazer os interesses dessas corporações. No caso de Lula, chega-se a ponto de transformar suposições em certezas, suspeição em condenação. Tudo graças a distorção informativa.

O desprezo pela intelectualidade, somada a má qualidade de nossa educação, tradicionalmente focada exclusivamente no mercado de trabalho, tem fabricado no Brasil uma gigantesca multidão de zumbis semi-analfabetos. Desestimulados a contestar, pesquisar e analisar, preferem aceitar automaticamente o que lhes chega através de fonte consideradas "confiáveis".

É o que acontece nas religiões, instituições consideradas altamente confiáveis por quem as segue. Basta uma pessoa considerada "idônea", mesmo que não seja de fato, soltar alguma ideia, que ela é imediatamente assimilada sem contestação e sem análise. 

E é desta forma que as pessoas estão absorvendo as "informações" que a grande mídia, grande interessada em derrubar Lula e seus colegas de partido, solta sobre os petistas, com alto grau de deturpação. É importante para as corporações o apoio popular e para isso a grande mídia tem um papel fundamental em distorcer os fatos para criar o ódio coletivo.

Com isso, se convence a população a voltar nos candidatos que interessam a essas corporações, fazendo justamente o que os grandes donos do capital querem. Graças a fé na grande mídia, a população acaba sem saber concordando com as decisões das grandes corporações que tem nos meios de comunicação os seus melhores jagunços ideológicos a conduzir as massas.

Aproveitar-se da credulidade típica do brasileiro, um povo acostumado a acreditar em tudo que pessoas e instituições "confiáveis" dizem, facilitou muito o trabalho de manipulação ideológica, criando uma verdadeira horda de zumbis mal informados a desejar a eliminação de um desafeto, sob a desculpa de estar combatendo a corrupção. 

Se esquecem os zumbis revoltados de que as relações de poder são tão complexas que é muito simplório, ignorante mesmo, desejar que a simples retirada de um grupo iria melhoras as coisas no Brasil. Podemos estar trocando o ruim pelo pior, sem saber.

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