Milagres: quando o incerto parece mais correto que o exato

Religiosidade desestimula ao raciocínio. Certamente, o ser que muitos chamam de "Deus" colocou o cérebro em nossas cabaças ou como enfeite ou para colocar peso na cabeça. A própria lenda de "Adão e Eva" já deixa claro que raciocinar e uma atividade maldita pelos religiosos. Bom mesmo é aceitar tudo cegamente sem verificar. E assim as lideranças religiosas seguem lucrando com nossas ilusões.

Até mesmo o "Espiritismo" brasileiro vive da fé cega, pois a racionalidade não existe e as pesquisas científicas só são aceitas quando não contestam os dogmas tolos da Santa Igreja de São Francisco Cândido Xavier. E sem a racionalidade, verdadeiras asneiras desfilam tranquilamente nas mentes de quem acredita.

E o culto a milagres é uma prova de que racionalidade não é com as religiões. Milagres são tipo magia, coisas que acontecem sem explicação e que devem permanecer sem explicação para poderem ser aceitas. É uma inversão de valores, onde o duvidoso, resultado da mais pura fé é tido como mais valioso do que o que é resultado de uma pesquisa racional, verificada, descoberta de forma sensata.

É um absurdo saber que as pessoas preferem levar a sério algo duvidoso, sem explicação racional, do que aceitar uma tese comprovada por meio da lógica, do bom senso e condizente com a realidade.

Preferir o duvidoso como correto é uma grave contradição e um sinal claro de fanatismo religioso, provando que cegos, fiéis são capazes de levar suas ilusões às últimas consequências, alcançando os limites da loucura e da insensatez.

A fé religiosa foi necessária nos tempos de barbárie, como freio moralizador. Mas no século XXI, em que precisamos cada vez mais da racionalidade que a tecnologia e seus problemas complexos exigem, a religiosidade se torna algo bastante nocivo a limitar nossa capacidade intelectual e nossa liberdade de vida.

Acreditar em milagres ou que ideias sem explicação lógica são mais autênticas do que ideias racionais é uma demonstração de que estamos caminhando para trás, recusando nossa maior dádiva, a de raciocinar, questionando e verificando todas as informações.

De freio moralizador, a fé se tornou um limitador do raciocínio. Com a fé, negligenciamos nosso direito de pensar e, atrofiando o cérebro, poderemos retornar ao primitivismo das mais rudimentares espécies irracionais. Somos todos amebas diante do Deus criado a nossa semelhança.

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