"Não temos provas. Mas temos convicção"

O assunto da semana foi uma equipe de procuradores, equipada powerpoint digno de escola primária, alegando que Lula é o "comandante máximo da corrupção" em rede nacional. Um dos procuradores no entanto, falou a frase que anulou a razão de sua afirmação: "não temos provas, mas temos convicção". Virou chacota geral. 

Alguns direitistas inclusive não gostaram. Mas os mais ingênuos, confiantes na função dos procuradores e descrentes na capacidade deles estarem a serviço de interesses ocultos, ignoraram a frase, preferindo carimbar o rótulo de "corrupto máximo" no líder esquerdista que representa o oposto a tudo que eles querem para o país (uma sociedade obediente e burra, religiosa e de estrutura familiar patriarcal, onde pobres, negros e homo-afetivos sejam marginalizados).

Mas repare na frase citada. Eles não tem provas, mas tem convicção. E se a convicção estiver errada. Convicção é algo muito pessoal. Convicção se baseia em opinião, em crenças e não em fatos. Quem disse isso deu um tiro no pé e enquanto não apresentar provas, poderá estar frito no futuro, caso a "convicção" se comprove o oposto do alegado. Quem disse se sente protegido como jurista, mas sua credibilidade já não será tão firme assim.

O interessante é que um dos procuradores, que disse a tal frase, com o estranho nome de Deltan Dallagnol e aparência estereotipada de nerd mimado, é evangélico. Este detalhe é importante, pois é base de qualquer religião não ter provas, mas ter convicções para que seus dogmas absurdos sejam facilmente aceitos, seguidos e consagrados. 

Dallagnol faz parte de um grupo que acredita que deve se endurecer contra aqueles que se supõem estar envolvidos com corrupção e acredita que seu Deus conduz a lava-jato. Não esqueçamos que evangélicos tem o cacoete de confundir religião com realidade e costumam se basear em dogmas, muitos sem sentido, para tomar as suas decisões no mundo real. 

Certamente, Dallagnol não acredita em provas, pois se exigisse provas, descobriria que seu Deus não existe, que  suas crenças são impossíveis de realizar e que seus líderes são gananciosos enganadores, arruinando todo o seu projeto de vida construído com base na areia movediça da fé religiosa.

A religião tem feito muito mal ao mundo, graças ao seu desprezo pela racionalidade. Defensores de ideias sem sentido, religiosos sonham em ver a realidade se tornar réplica do mundo celestial existente apenas dentro de suas límpidas mentes lavadas pelas gananciosas lideranças religiosas. Por isso odeiam tanto os simpatizantes de ideias progressistas que avançam em direitos e conceito que invalidam dogmas religiosos de 2000 anos atrás. 

Religiosos são gente que gosta de andar para trás e se empenham em arruinar com as vidas de quem quer andar para a frente, justificando suas atrocidades como "defesa da honra". Isso é fundamentalismo religioso e está destruindo o Oriente Médio e irá destruir o Brasil. 

Mesmo que a crença não seja a mesma, o modus operandi dos fundamentalistas islâmicos está chegando aqui, sendo operado pela bancada evangélica, que sonha com uma Teocracia e que deve estar muito orgulhosa de seu pupilo procurador, o santinho que não quer provar nada, Deltan Dallagnol.

Pergunto a Dallagnol e seus amigos e colegas, com todo o respeito a sua pessoa (mas não a sua fé), se ele gostaria que fizessem uma acusação sem provas contra ele que o pudesse prejudicar. Jesus não falou para não julgar sem provas, então porque julga sem provas? Há perguntas que um power point vagabundo não tem a capacidade de responder. 

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