Religiosos de direita provam que religiões não estimulam altruísmo

É estereotipada a ideia de que religiões garantem a verdadeira bondade. Isso se baseia nas estórias da Bíblia onde pessoas lutam pelo benefício alheio.

Mas a caridade estimulada pelas religiões é paliativa e lendo obras religiosas com mais atenção, percebe-se que dependendo da ocasião, há estímulo para a maldade sob a desculpa de defesa da "honra" da "moral" e de valores que os religiosos consideram "positivos". Mesmo assim é uma desculpa esfarrapada e prova de que os religiosos são capazes de odiar com teimosia quando são contrariados em relação aos absurdos que professam.

Esse negócio de que religiosidade torna as pessoas boas é uma farsa. A religiosidade é a crença em absurdos, em "fatos" surreais e em seres superpoderosos sem existência comprovada. Ela ainda é forte por causa da ignorância humana que ainda não tem a iniciativa e muito menos a coragem de contestar os dogmas religiosos, enfiando nas cabecinhas mal-educadas que sem a religiosidade a vida nunca anda.

Mas aos poucos o lado ruim das religiões começa a aparecer. É sabido que religiosos entram em contradição o tempo todo. Só se salvam porque chamam a contradição de "mistério" e argumentam que "um dia esses mistérios serão resolvidos e as contradições desaparecerão". Tudo sem base lógica e racional, mas como desculpa para que os religiosos pareçam "mais inteligentes" que os céticos.

Campanhas lançadas por céticos de todos os tipos vem alertando que há um lado perverso das religiões. Os religiosos não sabem (ou fingem não saber) que desconhecem totalmente as obras que defendem. Só leem as partes que interessam ou quando são indicadas pelas lideranças em que confiam. Se esquecem todos dos absurdos e maldades que são cometidas nas obras "sagradas" e que essas mesmas obras condenam algumas práticas que religiosos cometem com frequência, como fazer tatuagens, comer camarão e usar tecidos diferentes na mesma roupa.

Há também a narração de existência de monstruosidades e seres surreais, ocorrência de atos surreais que mais parecem passes de mágica e absurdos que contradizem o que é dito em cultos, missas e doutrinárias. 

Mas há também o pior, a defesa de práticas malignas e mal intencionadas que raramente são pronunciadas nos eventos religiosos. O Deus cristão, por exemplo, comete muitas atrocidades. Quando elas são levadas ao conhecimento, os fiéis fazem o malabarismo intelectual de justificar essas atrocidades porque "Deus pode tudo", provando sem querer que o "Ser mais perfeito do universo" também tem imperfeições e desobedece constantemente as leis que Ele Mesmo criou.

Religiosos que condenam seres humanos para defender valores duvidosos

Não é de surpreender diante disso tudo que tenha surgido fiéis religiosos de direita, anti-humanistas e mais preocupados em defender valores do que o bem estar alheio. Estão mais interessados em obedecer a um ser imaginário que para eles parece real, mesmo sem condições de comprovação, nem que para isso o resto da humanidade (que não segue a sua crença particular) se ferre ou morra.

Lideranças religiosas compactuadas com os grandes empresários interessados na expansão de sua ganância capitalista tem estimulado as suas "ovelhas" (excelente nome, muito bem escolhido) a rugirem feito bestas famintas contra ideais progressistas que vão contra as suas tolas convicções religiosas, todas saídas do uso inadequado da atividade cerebral. Existe até mesmo uma religião que faz apologia à ganância, o Calvinismo, pouco seguida, mas com muitos de seus pontos incorporados pelos dogmas de seitas evangélicas e "espíritas".

As religiões, hoje integrantes da chamada Bancada da Bíblia, formada por empresários ligados à seitas religiosas - e que por isso compactuam com o resto do grande empresariado - tem feito de tudo para transformar suas "ovelhinhas" em ferozes amimais a defendê-los dos interesses mesquinhos dos grandes capitalistas. Para estas ovelhas, o mundo ideal é um mundo assemelhado ao medieval, onde a evolução deve ser permitida apenas aos instrumentos tecnológicos, estes com a obrigação de servir aos interesses particulares de quem defende dogmas religiosos.

Apesar de se autor-rotularem com frequência como pessoas "bondosas" (em analogia aos "homens de bem" das ideologias capitalistas: homens "de bem" que estranhamente não querem o bem estar alheio - entrar em contradições são sua especialidade), lançam mão do mais reprovável sadismo na intenção de preservar intactas suas duvidosas convicções. Agem com raiva evidente quando são contrariados e não raramente rogam pragas (desejam mal) a quem não compactua de suas crenças, jogando no lixo a sua fama de bondosos altruístas. Isso quando não partem para a porrada.

A bondade religiosa é uma farsa. Religiosos só são bondosos com quem concorda com eles. A bondade não depende da fé em dogmas e sim da necessidade de que a humanidade toda deve viver bem. 

Não adianta se rotular de "homens de bem" desejando bem estar apenas para uma minoria, em detrimento do resto da humanidade que na opinião destes "homens de bem" deve ser prejudicada. Se você deseja que alguém se ferre, só porque discorda de você, então você é tão malvado quanto um bandido e mereceria estar em uma situação em que lhe desse a oportunidade de tentar entender a dor alheia, para aprender a ser altruísta e respeitar o outro.

Precisamos reinventar a bondade sem os dogmas religiosos. É mais do que comprovado o fato de que a religião só fez mal a humanidade. Se religiosidade fosse tão boa como dizem, a humanidade seria muitíssimo melhor do que é hoje e essa onda de ódio seria um absurdo que nunca passaria pela cabeça de qualquer "homem de bem", que lutaria pelo bem estar de um número cada vez maior de pessoas, independente do tipo de fé que tenha ou não.

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