A influência da fé religiosa na compreensão do cotidiano laico

O brasileiro é um povo altamente religioso. A maioria dos habitantes de nosso país se sente bem em ser tutelado por uma "força superior" e gosta de acreditar em alguns dogmas que são absurdos perante a lógica, mas fazem muito sentido para quem não está a fim de raciocinar.

Já havíamos falamos em outra oportunidade que a religiosidade se torna nociva quando começa a interferir na realidade. Mas o estrago é muito maior do que se pode imagina, pois, embora não pareça, a fé pode também "ensinar" o modo de pensar para a maioria das pessoas.

Nota-se que grande maioria dos brasileiros prefere acreditar do que raciocinar. Raciocinar, alem de exigir esforço mental, rompe com alguns valores considerados positivos (que na verdade não são). Boa parte das ideias defendidas pela coletividade não sã resultantes da lógica e sim da pura crença.  A mídia, a tradição e a própria coletividade difunde uma ideia e as pessoas acreditando nela, dependendo do prestígio e do grau de responsabilidade de quem a difunde.

É dessa forma que muitas ideias, mesmo as erradas, vão se consagrando. Nisso, muitos valores equivocados vão se transformando em "verdades absolutas e inquestionáveis", virando tradições que infelizmente protegem interesses de lideranças e tornam problemas praticamente insolúveis.

Inúmeras vezes vi pessoas defendendo asneiras simplesmente porque ouviram falar. Sobretudo nos assuntos envolvendo relações amorosas ou no entretenimento, observamos uma presença maior de ideias sem sentido que se tornam "dogmas" laicos. Muitos boatos inclusive, nascem de crenças em algo que fulano ou sicrano falou. As redes sociais estão entupidas de ideias sem sentido que se consagram como verdades. 

E  que fortalece isso tudo é a preguiça que o brasileiro tem em questiona e verificar. acostumados pela crença religiosa a não pensar, continuam não pensando também quando estão fora de seus templos e de suas conversas religiosas. E assim, a opinião pública constrói as suas crenças absurdas que fazem nascer preconceitos, superstições e contribuem para manter problemas.

Temos que admitir: somos animais aprendendo a ser humanos. raciocinar para nós ainda é uma novidade e embora todos goste de ser chamados de inteligentes e tratados como sábios, a tecnologia interior de nosso cérebro ainda tem muito a nos desafiar. 

Precisamos aprender a utilizar esse computador interno que existe no interior nossas cabeças. Para isso é necessário que assumamos que não sabemos utilizá-lo. E isso é um fato.

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