O retrocesso da inclusão da religião em currículo escolar

O ensino religioso nas escolas é algo que nos prende à Idade Média e que deveria já ter sido extinto há muitas décadas e é uma situação incompatível com o século XXI, supostamente em evolução, em que vivemos.

Soube que os políticos de bancadas católicas e protestantes, ambos eternos defensores de que são os donos das verdades e que as lendas que acreditam realmente ocorreram, querem impor o ensino religioso nas escolas, pensando talvez em converter as pobres crianças à ideia de que não existe formação de caráter sem a crença nos absurdos que as essas religiões defendem. Estes políticos, no mínimo querem impor a reza como costume nas salas de aula, o que já pode ser considerado um desrespeito à crença - e não-crença - dos estudantes.

A Constituição garante o Estado laico, aquele que não se mete em assuntos religiosos (apesar da Carta Magna da nação cometer a contradição de fazer uma saudação a "Deus", o deus das religiões, é claro), nem defendendo, mas nem atacando, garantindo a proteção de cultos (é salutar ter uma religião - o que não é salutar é confundir crenças com a realidade, defendendo e impondo sua crença como se fosse lei). Mas na prática, estamos cansados dever o poder fazer conluios com católicos e protestantes.

Como incluir na educação, algo que está fora da realidade, contestada pela Ciência e pelas pessoas de bom senso? A educação, no Brasil, já está afetada por um currículo irreal, que dificulta mais do que ensina, em um sistema que na verdade não forma cidadãos e sim mãos-de-obra para o mercado de trabalho e cujo ministério só quer saber de aplicar provas e mais provas, como se a formação de um estudante pudesse depender delas para avançar. A inclusão de aulas sobre religião só vai piorar ainda mais o que já está falido.

Religião não é para ser ensinada na escola. É uma questão decrença. Seus pontos de vista não tem comprovação lógica, se tratando, em muitos casos de pura ficção. No tempo relatado na bíblia, era comum se inventar histórias para mostrar lições, um hábito corriqueiro na Idade Antiga. Os religiosos não conhecem os limites do que é real ou imaginário no conteúdo bíblico é daí que resultam as mais diversas interpretações do livro "sagrado", que é um excelente documento histórico, mas mal traduzido (a época das escrituras originais e as características dos idiomas originais favorecem uma variação de traduções para cada palavra), mal interpretado e ainda por cima, alterado de acordo com o interesse da religião que a traduziu. Resumindo, é algo que definitivamente deveria estar longe dos meios escolares.

Se até no Espiritismo, estamos vendo erros de interpretação e acréscimos de um monte de bobagens que só prejudicam e confundem o entendimento da doutrina, imagine nos católicos e protestantes, que vivem transformando absurdos em leis de vida?

De uma vez por todas: religião nas escolas, NÃO! Se quiser seguir a sua crença, vá a sua igreja, templo ou centro mais próximos e converse com o seu líder sobre os horários de reuniões. Com certeza será muito mais confortável para o fiel aprender mais cobre a sua crença num ambiente que não seja realmente de estudo. Pois acreditar em lendas não é tão sério quanto pesquisar sobre fatos reais, isto que é o que deveria ser feito nas escolas.

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