Religião, a maior zona de conforto

Porque que estórias mirabolantes sem pé nem cabeça, protagonizadas por seres imaginários são cada vez mais populares, fazendo com que seus adeptos as defendam com unhas e dentes, chegando a agredir e matar os outros que as questionem?

Religiões na verdade são lendas. Narradas como contos de fadas elas nada tem a ver com a realidade, embora quase todos desejem que dogmas regulem o cotidiano humano, raiz de brigas e preconceitos.

Na verdade, todas as seitas religiosas oferecem o que as pessoas querem. Não exigem esforço intelectual, trazem estórias bonitas e ainda satisfazem os estereótipos de bondade. E os estereótipos de bondade tem sido um bom escudo utilizado para defender em casos de críticas, mesmo sensatas.

Mas a bondade praticada pelas religiões é paliativa, meramente consoladora e incompetente para transformar a sociedade. Se uma pessoa disser que a fé transforma para melhor, pode afirmar que esta pessoa está sendo enganada e iludida. 

O conforto gerado pelas religiões é reforçado pelas promessas que lideranças religiosas fazem, o que faz os fiéis ficarem presos na crença, esperando por uma prosperidade que nunca chega ou chegará após a morte.

Outra coisa que faz com que as religiões sejam agradáveis é a "existência" de um Deus ou divindade, uma espécie de tutor ou babá para cuidar da humanidade e fazer favores aos fiéis. Embora os fiéis gostem de se rotular de "servos de Deus", vivem pedindo coisas a Ele, o que soa como uma contradição. Fiéis são servos de Deus ou Deus é O Seu Servo? De qualquer forma a ideia de um tutor é magnifica para uma sociedade ainda coletivamente imatura. E bom para as autoridades terrestres que ensinam a humanidade como "é bom" ser submisso.

Religiões são há muito tempo símbolos de tudo que a sociedade acredita como bom. Os dogmas satisfazem os interesses básicos dos fiéis e a fé, que na verdade é credulidade, é algo que o mais ignorante e brutal dos seres é capaz de desenvolver. Dispensa o intelecto, o que infelizmente transforma os fiéis em zumbis submissos a lideranças supostamente divinais.

A defesa dos dogmas e das lideranças supostamente divinas é sempre apaixonada. Religiosos nunca estão abertos para debates e entendem os dogmas de suas seitas favoritas como "absolutas", transformando os dogmas em ideias fechadas, proibidas de serem questionadas e analisadas.

Essa capacidade de satisfazer a preguiça intelectual e a teimosia dos fiéis faz com que as religiões se tornam as maiores zonas de conforto da humanidade. Duro fazer as pessoas sair em delas.

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