O lado cruel das religiões

Religião é mitologia. São estórias passadas de pessoas para pessoas que graças a interesse de lideranças e a má interpretação de quem lê, acaba interferindo na realidade de forma a cometer uma série de injustiças e travar a evolução intelectual necessária para o desenvolvimento da humanidade. 

Isso acontece porque os seguidores, em gigantesca escala, utilizam as religiões como manual de moralidade e de boas ações, acreditando conter nos livros sagrados apenas mensagens boas. Há quem acredite que a religiosidade seja um avanço, apesar das pessoas mais evoluídas do planeta de fato terem descartado-a definitivamente. Na verdade, a religiosidade é uma grande trava para o desenvolvimento intelectual e se há religiosos com diploma superior, se esquecem eles que fariam muito mais se descartassem de uma vez por todas a fé que professam.

Uma das grandes provas de que a religiosidade é ruim para o intelecto é que ela é altamente contraditória. E entre as suas maiores contradições é que ela defende o bem mas também o mal. E este lado cruel e sádico das religiões é frequentemente ignorado pelos seus fiéis, que vão logo pulando esta parte nos livros considerados sagrados.

Mas é bom que os fiéis lembrem que o Deus da Bíblia é mau, sanguinário, sádico e extremamente autoritário. E não é tao justo quanto parece, pois é capaz de maltratar bons e recompensar maus. Não sou eu que estou inventando. Está na Bíblia. Leia-a na íntegra e saberá disso.

Por isso mesmo que religiosos não são assim tão bons. Os que eu conheço, salvo exceções, estão entre as pessoas que menos ajudam os outros. Os que ajudam, o fazem não pela religiosidade, mas porque faz parte da índole da personalidade deles o fato de serem bondosos. Até porque se depender da religiosidade, certamente deixariam de fazer muitas coisas boas das que costumam fazer.

Os cristãos, seguindo a instintiva rejeição ao outro, acusa as religiões islâmicas de serem cruéis. Mas não observam que diante do que o Cristianismo fez em tempos remotos, o Islamismo é pinto. E por incrível que pareça, os fundamentalistas não matam por crueldade e sim por fidelidade religiosa, graças a fé cega que trava a razão. 

Cristãos se quisessem poderiam matar também, pois na Bíblia, Deus lhes dá esta permissão. Mas a historiografia da igreja consagrou a bondade como seu estereótipo maior e graças a isso, os cristãos adoram posar de bonzinhos, mesmo não sendo de fato. E mesmo os não maus, praticam maldade por negligência, por recusar ajuda ou praticá-la de forma paliativa e estereotipada.

A religiosidade atrapalha muito na prática da caridade. Ela deveria nascer da nossa vontade em vero bem estar alheio e não da obrigação de seguir regras impostas por um ser sem existência comprovada. 

Quando aprendermos a sermos bons de fato, não precisaremos da contraditória religiosidade, cuja bondade estereotipada só serve para mascarar a verdadeira maldade que se esconde nos textos sacros, verdadeiro objetivo das lideranças religiosas que encontram nela uma excelente oportunidade de domínio e satisfação de seus interesses.

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