Que tipo de liberdade os religiosos querem?

Os religiosos têm a mania de dizer que são livres. Mas livres seguindo as regras de um ser  autoritário, rígido, punitivo que exige que estas regras sejam seguidas com o maior rigor possível. Um ser autoritário ficcional, que além de não ter a sua existência comprovada, ainda pode ser moldado ao gosto de cada fiel.

Eu pergunto: que tipo de liberdade é essa, que vive submissa a regras de um ser que ninguém tem a certeza comprobatória de sua existência? E o mais absurdo: porque pessoas se acham livres em estar submissas a um ser antropomorfizado que usa-nos como joguetes para fazer as suas vontades? É legal que vivemos para sermos escravos de um gigante mal humorado?

Não. De fato a religiosidade é um tipo de prisão, de escravidão. Se os religiosos se acham livres seguindo uma crença, ou eles não sabem o que é liberdade ou acham que submissão faz parte dessa liberdade em que eles acreditam estar. Não há nada de liberdade se você é obrigado a seguir regras rígidas, ainda mais vindas de um ser que até agora não deu o ar de sua graça.

Eu havia falado em outra postagem que a religiosidade é um resquio da infância. Faz parte de nosso instinto crer que somos protegidos por alguém acima de nós. Certamente, segundo o bom senso e a lógica, não há liberdade na crença religiosa se lembrarmos que as religiões surgiram justamente como forma de dominação. Os próprios fiéis fogem da realidade em recusar a se informar sobre o surgimento das seitas e filosofias que eles seguem.

Quando eu estava sobre a mercê de uma religião, por um longo tempo, não era livre. A religião amordaça porque você fica vinculado a divindades, esperando que elas decidam por sua vida. Você deixa de lutar por si só achando que as coisas acontecem por decisão divina. 

Somente quando virei ateu é que pude conhecer a verdadeira liberdade, incluindo a ideia de que as coisas só aconteciam por decisão minha. Mesmo assim, sinto que perdi muito tempo na vida e as oportunidades não estão sendo tão fáceis como quando eu tinha 20 anos de idade.

Vejo a religiosidade como um estágio da humanidade. Um sinal de que ainda não somos maduros. A medida que aprendemos as coisas, teremos que nos libertar - libertar MESMO! - de divindades ficcionais que nos iludiram  por muitos séculos, com promessas vazias e o adiamento da felicidade. 

Até porque o amor ensinado pelas divindades até este exato momento não serviu para nos ensinar a amar de verdade, a sermos altruístas. Com todas as religiões ainda em alta, continuamos os mesmos seres competitivos e desconfiados, muito mais interessados cada um em se safar dos problemas insolúveis, do que resolvê-los de fato.

Ainda temos muito o que aprender e certamente não será uma das religiões que nos trará as mais valiosas lições. Antes de tudo, liberdade é auto-conhecimento e poder de decisão individual. A verdadeira liberdade passa muito longe da simplória fé em divindades e em lendas religiosas e da submissão em líderes que cremos ser divinizados.

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