Filme que denuncia erro da ICAR vence Oscar

Ontem houve a cerimônia de entrega do Oscar, a mais famosa premiação do cinema mundial, oferecido pela Indústria. O vencedor na mais importante categoria da premiação, a de Melhor Filme foi Spotlight, que narra um fato real em que jornalistas investigam casos de pedofilia praticados por sacerdotes católicos. 

Todos ficaram felizes com a conquista, menos setores da ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana) que devem ter ficado incomodados com a conquista que poderá dar mais visibilidade ao combate aos casos de pedofilia dentro da igreja.

Estes casos acontecem porque a ICAR, por má interpretação da vida e da missão de Jesus, entenderam que sacerdotes deveriam abrir mão de sexo e de afeto conjugal, que são necessidades básicas do ser humano. Como são necessidades, os sacerdotes arrumam um jeito de satisfazê-las. E como são proibidos de fazer da foma mais honesta e limpa, escolhem a mais suja, pois é o que está ao alcance deles.

Não adianta dizer que "ah, mas eles estão recusando uma missão divina". não existe "missão divina". Mesmo que Deus existisse, ele certamente não autorizaria o celibato dos padres, senão ele teria que autorizar para os sacerdotes de todas as crenças, já que - em tese - Deus é um só. É a própria cúpula da ICAR que decidiu isso e ainda não se tocou do grave erro que comete em proibir seus sacerdotes de satisfazerem uma necessidade básica que faz parte da vida de todos os seres humanos.

Nisso, padres e outros tipos de sacerdotes, encontram na pedofilia uma forma de satisfazer seus desejos, já que sabem que crianças não possuem o discernimento desenvolvido e são fáceis de serem convencidas a satisfazer as vontades e decisões alheias.

Claro que por envolver seres sem capacidade plena de defesa, a pedofilia, seja praticada por que quer que seja, causa intensa revolta social. Crianças ainda precisam de proteção e além disso devem ter a sua infância, uma época importante da vida respeitada. A lei na maioria dos países só autoriza o sexo a partir dos 14 anos, mesmo assim com consentimento dos pais e de preferência num relacionamento relativamente fixo (um namoro, por exemplo).

Mas como se tratam de membros da ICAR, mesmo que fosse com algum maior de idade, a revolta não seria muito menor, já que o celibato dos sacerdotes católicos é institucionalizado, como se fizesse parte da função de um sacerdote ser solteiro. Argumentam que é por causa da falta de tempo, mas profissionais com muito menos tempo livre conseguem formar família sem graves problemas. 

O verdadeiro motivo mesmo é a analogia com as lendas sobre Jesus, que segundo dizem, teve sim vida afetiva, ao lado de Maria Madalena, considerada pelos estudiosos da visão histórica de Jesus como a verdadeira discípula dele e tida erroneamente como prostituta por um bispo da Idade Média porque era uma ativista social, algo impensável para uma mulher na época.

Por acreditar que Jesus era celibatário, a ICAR entendeu que os sacerdotes deveriam ser também, para "dar continuidade" ao trabalho de Jesus, algo sem lógica e nexo, pois o que Jesus fazia se assemelhava mais com um ativismo político do que com a caridade ineficaz praticada pelos religiosos.

É bom a ICAR repensar seus conceitos se quiser impedir que novos casos de pedofilia aconteça. Liberar sacerdotes para namorar, casar e ter filhos seria uma excelente ideia, já praticada por outras igrejas de orientação cristã. Forçar a recusar a satisfação de uma necessidade básica é mau negócio, pois sacerdotes, que são humanos e não deuses, irão procurar satisfazer de qualquer forma, mesmo que seja da pior maneira.

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