Porque as pessoas insistem com a religiosidade?

Mesmo após 2000 anos de comprovada ineficácia na melhoria da sociedade, a religiosidade tem aumentado sua forte influência na sociedade. Em um século em que deveríamos ter nos livrado das ilusões da crença irreal, ainda continuamos os mesmos fiéis medievais e graças a isso poderemos estar contribuindo para um festival de desgraças que podem ocorrer por influência da fé religiosa.

Mas porque em pleno século XXI, quando deveríamos estar mais evoluídos e racionais, continuamos metidos na cilada da mitologia religiosa, sobretudo a cristã, algo sem comprovação real, cheio de contradições e estimulante maior de nossa inércia intelectual?

Vários fatores contribuem para a nossa permanência na ilusão da religiosidade. Mas dois são bem fortes: a nossa incapacidade de resolver problemas e a sociabilização.

Incapazes de resolver problemas, nos sentimos carentes e com isso, exigimos a presença de uma espécie de tutor, de alguém que teria a suposta capacidade de resolver todos os problemas, mesmo que seja em troca de alguns favores que os fiéis religiosos não se recusam em fazer.

A sociabilidade é outro motivo porque em uma sociedade de religiosos, somente sendo religioso para viver nela. Se muitas pessoas acreditam em certas divindades e dogmas, somos obrigados a fazer o mesmo, pois sendo algo tão importante, como uma especie de salvação, a religiosidade se torna algo a não ser recusado, confundido como um direito básico, embora não passe de uma ilusão.

Ainda mais no Brasil, onde as pessoas tem o costume de imitar os outros para se sentir socialmente includo, abrir mão de uma crença não parece ago muito aprovável para a maioria das pessoas. Em muitos casos é até questão de sobrevivência , assumir uma crença, mesmo fingindo, para não sujar a reputação diante da sociedade majoritariamente cristã.

Como eu disse, são muitos os fatores que favorecem a religiosidade mesmo em um tempo avançado em que vivemos. Mas estes dois fatores, junto com a ignorância humana, são cruciais para que ainda continuemos submissos a divindades irreais e dogmas confusos a guiar nossas vidas de forma errada, preservando intactos todos os tipos de erros cotidianos que ainda não conseguimos corrigir.

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