Quando a caridade pode ser nociva - Parte 4: A caridade que lucra financeiramente

As pessoas quando ouvem falar sobre instituições de caridade, pessoas caridosas, etc., logo se animam, depositando confiança cega nas mesmas por acreditar ser impossível que alguém que pareça tão bom seja capaz de usar isso a seu favor. Impossível? Não somente é bastante possível como é até comum.

A caridade é uma forma muito boa para ganhar dinheiro fácil. Sobre o pretexto de ajudar os outros, acaba ajudando ainda mais a si mesmo. Dispensados de impostos e contando com a irrecusável aprovação social, instituições de caridade e similares tem feito fortunas e enriquecido administradores, não somente graças a desvios e superfaturamento como também no convencimento que favorece ainda mais os lucros, fazendo com que alguém que não tenha dinheiro para sobreviver dê a quem tem demais, pensando em ser para a caridade.

Eu sempre estranhei o fato de que administradores de centros "espíritas" sempre ostentaram um alto nível de vida. Quando eu acreditava no Espiritolicismo, achava que eram casos isolados. Hoje, livre desta crença mentirosa, agora sei que é mais um dos enganos cometidos pelos responsáveis pela deturpação do Espiritismo, deturpação que inclusive tem servido para enriquecer muitos de seus responsáveis.

Workshops caríssimos, quadros pintados por espíritos que fingem ser os de grandes pintores, "dízimos" cobrados em carnês nos centros, livros com romances alucinados que pretendem ser "didáticos" sobre a doutrina, além da doação através de sacolinhas, o Espiritolicismo também tem lançado mão de formas de arrecadação de dinheiro que nunca iria totalmente para a caridade. 

Muito dinheiro tem entrado no Espiritolicismo ao mesmo tempo que não vemos nenhuma mudança social que justificasse a aplicação dessa verdadeira montanha de riqueza financeira. Ao mesmo tempo que vemos dirigentes com carros, casas e roupas caras, vemos os pobres supostamente ajudados ainda nas mesmas condições, com pouquíssima diferença, recebendo o dinheiro muito mais para se consolar do que para sair da condição humilhante que se encontram. 

E o pior: ainda são estimulados "doutrinariamente" pelo Espiritolicismo a aceitar sorrindo esta mesma condição humilhante. Certamente a maior parte do dinheiro da caridade nunca chegou às mãos dessas pessoas carentes. Para os espiritólicos. eles devem "expiar" calados pois "mereceram" estar nesta situação. Que crueldade sem fim, disfarçada de "caridade infinita".

E isso mostra que a caridade pode ser nociva aqueles que precisam dela e bastante benéfica aos seus gestores que se aproveitam da confiança alheia e de um monte de facilidades para ganhar muito dinheiro em nome do suposto amor ao próximo. Amor claramente substituído pela mais cruel ganância, ainda pior que as cometidas por políticos e grandes empresários.

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