Quando a caridade pode ser nociva - Parte 2: A caridade como manipulação ideológica

Muitos não conseguem perceber como a caridade pode ser nociva. E muito nociva aliás. E dependendo de quem as faça pode significar um prejuízo ainda maior do que se a tal "benfeitoria" não fosse feita.

O que pode surpreender muita gente é que em muitos casos (muitos mesmo!) a caridade é utilizada como forma de manipulação ideológica, para fazer com que os assistidos sigam o ponto de vista do seu "benfeitor". 

E isso é muito mais comum do que se pensa e tem feito com que nenhuma melhoria educacional e cultural  acontecesse de fato na sociedade. Todos sabem que em sociedade onde pessoas são muito bem educadas, líderes perdem o poder de manipulação ideológica. Então é preciso "educar" mal as pessoas para que esta relação de poder nunca seja desfeita.

Imagine que uma pessoa que acredite que todos os carros deveriam ter cor verde, seja dono de uma instituição que cuide de crianças carentes. No processo de educação feito na instituição, certamente serão feitas atividades em que irão estimular o gosto dos jovens pelos carros de cor verde, transformando os jovens em um exército que irá defender o ponto de vista de seu tutor. Foi um exemplo bobo, mas acontece muito, sobretudo em instituições mantidas por esportistas ou políticos, onde é feita uma manipulação ideológica pró-esporte ou pró-determinada orientação política.

Um exemplo real: o tipo de assistência financeira oferecida pelo especulador financeiro George Soros e outros investidores similares a Universidades e coletivos culturais tem justamente este objetivo, já que as mesmas acabam ideologicamente enfraquecidas após a ajuda recebida, se tornando o oposto do que se propunham ser originalmente. A cultura e a educação brasileira têm sido gravemente deturpadas graças a esse meio interesseiro de ajuda.

E imagine se o benfeitor for um tirano político. Aí piorou as coisas. Jovens sectários radicais com desejo de atitudes anti-democráticas. Soou absurdo? Não é mesmo. Infelizmente nosso sistema permite que a caridade deste tipo se processe desta forma, seja a ideologia inócua ou violenta.

Na verdade, todos nós gostamos de impor ideias. Todos gostaríamos que os outros pensassem como nós. Líderes, políticos e empresários tem lançado mão de inúmeros artifícios (principalmente midiáticos) para que pessoas carentes de auxílio passem a defender os ideais de seus ídolos, tutores ou mentores. E isso acontece tanto nos meios religiosos como nos meios laicos.

A caridade pode ser um instrumento poderoso de manipulação ideológica, pois quem ajuda, vai querer algo em troca. Como em um comércio, onde você é obrigado a pagar por um produto ou serviço. E seguir a ideologia do "benfeitor" é uma caríssima moeda a ser paga, muitas vezes gerando mais danos do que benefícios, transformando o seu assistido em um robô sem vontades a agir como simples executor da vontade de seu tutor, gerando tudo isso que estamos cansados de ver em nosso cotidiano.

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