No futebol e na religião se observa o mesmo comportamento do consumo de drogas

Marx dizia que a religião é o ópio do povo. Quem é conscientizado diz que o futebol é o ópio do brasileiro. Parecem metáforas, mas se pensarmos bem e investigarmos detalhadamente, vamos perceber que isso é uma verdade literal. Os fanatismos religiosos e futebolísticos tem sim características de vício narcótico.

É assim: gosta-se de uma coisa, defende de maneira agressiva, larga tudo por causa disto. Este procedimento é observado tanto nas religiões como no fanatismo do futebol. Não se sabe porque gosta, mas se gosta e direciona toda a vida no sentido de satisfazer este fanatismo. Fanatismo que chega a interferir negativamente nas relações sócio/afetivas e no trabalho.

O que mais caracteriza a esses dois tipos de fanatismo como narcóticos é o fato de que não há motivo real para isso. Quem defende, usa argumentos vagos e subjetivos. Como uma criança que diz que quer uma coisa "porque sim".

Esses vícios não acabam porque tanto o futebol como as religiões fazem parte do conjunto de valores positivos que a sociedade acredita há anos, algo inclusive defendido por lei. Fica difícil fazer alguém largar algo que para ele não tem aparência de nocivo, embora realmente seja, já que a alienação é o embrião de quase todos os problemas que vemos em nosso cotidiano e que não tem previsão de se encerrar.

Todo fanatismo é nocivo. Desvia as pessoas da realidade (talvez seja este verdadeiro motivo, já que quase todos os fanáticos religiosos e futebolísticos são pessoas alienadas que se recusam a resolver os problemas da sociedade, seja por preguiça, medo ou ignorância) e cria situações embaraçosas quase impossíveis de se contornar. Futebol e religião são supérfluos que tem apenas a função de entreter as pessoas através da satisfação dos instintos de diversão e de fé, que caracteriza as sociedades ainda bastante primitivas. Isso pode ser comprovado pelo fato de que os dois tipos de fanatismo são quase unânimes em sociedades menos intelectualizadas.

Infelizmente, a sociedade nunca dará sinais de evolução enquanto qualquer fanatismo se manter intacto e ativo. As pessoas deveriam se desgarrar de coisas supérfluas para que foquem em coisas que possam ser mais produtivas e uteis para a sociedade.

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