Jesus, este privilegiado...

Em pleno século XXI ainda estamos presos na Idade Média. O discernimento está cada vez fora de moda, substituído pela aceitação cega das tolices difundidas pala maioria ou por pessoas que são prestigiadas, mas tão ignorantes quanto qualquer um de nós. Num cenário como este, a religiosidade encontra o seu auge, cegando mentes e defendendo absurdos ilógicos que são tratados, infelizmente, como realidade, atrapalhando inclusive no cotidiano.

E o maior símbolo para a maioria das religiões é Jesus. Não o Jesus homem, que esteve entre nós para utilizarmos melhor o nosso discernimento. Mas o Jesus inventado pelas religiões, mágico, místico e avesso a qualquer forma de raciocínio. Esse Jesus fictício tem impedido a sociedade de entender o Jesus real. Até porque os devotos desse Cristo estranho acham que ele é que é o verdadeiro Jesus.

Vários grupos de cientistas tem batalhado muito até hoje, para tentar encontrar evidências sobre o que eles chamam de Jesus Histórico. Jesus, que segundo os espíritos que falaram através de médiuns, para as pesquisas de Kardec é o ser mais evoluído que esteve aqui na Terra, era um homem de extrema inteligência e bom senso, completamente alheio a religiosidade. As religiões o tomaram como refém, colocaram numa cruz e até hoje não decidiram tirar Jesus desse castigo.

Jesus era um andarilho que gostava de educar as pessoas. Com certeza era - e ainda é, pois não apareceu outro como ele, embora ele tenha dito que podemos fazer tanto ou mais do que ele - o maior educador de todos os tempos para a humanidade. Era extremamente politizado e isso incomodava a sociedade da época, chegando aos conhecimentos dos imperadores romanos que decidiram pela famosa punição.

O amor em Deus que ele difundia é para nos dar a noção de que existe uma força criadora que merece ser percebida. As religiões transformaram essa força criadora em um líder autoritário e cheio de falhas, feito à semelhança dos líderes terrenos, com o direito de errar. Direito de escolher um filho favorito para ser melhor do que os outros. Se é errado para os pais da Terra terem preferência sobre algum filho, porque seria correto para Deus? Porque Deus poderia criar um espírito privilegiado, que fosse dispensado do processo de evolução exigido para os outros espíritos?

Mas há quem diga que Jesus é o Deus encarnado (ou plasmado, segundo algumas doutrinas, sobretudo a roustainguista). Tá. Como é que Deus ia deixar o governo do imensamente infinito universo para focar todas as suas atenções a um planetinha atrasado como o nosso?  E como um ser infinito como Deus ia caber em um corpinho limitado? Mistério da fé? Ora, poupem a minha paciência!

Toda a mitologia em torno desse Jesus ilógico tem impossibilitado de prestarmos atenção nas mensagens sábias que o Jesus real deixou para nós. Lições valiosas que poderiam alavancar a nossa evolução intelecto/moral que são jogadas no lixo em troca de uma fé cega e irracional que prefere se impressionar com o "maravilhoso", o "incrível", já que legal para alguém que se pretende "deus" ou "semideus", é fazer coisas que ninguém consegue fazer. Um mágico, um feiticeiro, mas tratado como líder máximo da humanidade.

Nada disso. Jesus foi um homem comum, que chegou ao máximo da evolução moral e intelectual. Reencarnou muitas vezes, como todo mundo, para acumular experiências e conhecimento. Senão, não seria o grande educador que foi de fato, deixando essas lições tão úteis para a humanidade. Jesus, após isso, não precisou mais reencarnar e continua com a sua missão de guia espiritual da humanidade. Governador da Terra? Bobagem. Jesus é evoluído demais para agir como líderes falhos como políticos.

Enquanto não desgarrarmos desse Jesus místico, fictício, inventado e ainda difundido pelas religiões, com cara de jogador de tênis sueco, nunca entenderemos a verdadeira missão do Messias que veio conduzir a humanidade a um caminho brilhante, não esse caminho tosco das religiões que mesmo que demore, sempre tem como destino um atoleiro de fantasias ilusórias que só pioram as coisas.

O Jesus real mudaria a humanidade. O Jesus das religiões existe para manter a humanidade nesse atraso, na crença cega em absurdos sem sentido e que servem para dar poder e muito dinheiro a líderes religiosos que poderiam estar lucrando financeiramente de maneira mais honesta e responsável. 

Com absoluta certeza, quase todos os líderes religiosos não seguiram o exemplo de Jesus. Preferiram cada um criar um Jesus ao seu gosto pessoal e que servisse de escravo para as suas necessidades mesquinhas.

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