A justiça nas sociedades evoluídas sem religião

Moral, caráter e altruísmo nada tem a ver com religião e sim com a consciência de que vivemos todos num mesmo grupo: o de habitantes da Terra e que devemos respeitar o bem estar uns dos outros, favorecendo benefícios alheios e impedindo qualquer coisa que prejudique um só indivíduo.

Países onde a religiosidade é menor mostram que ter consciência do bem estar alheio nada tem a ver do que acreditar em lendas sem sentido que são defendidas a ferro e fogo pelas religiões, favorecendo o bem estar exclusivo de sacerdotes, bispos, pastores, médiuns e outros líderes religiosos, que vivem de pregar o altruísmo que nem eles mesmos praticam.

Respeito ao próximo nada tem a ver com religião. E dá para fazer o bem aos outros sem acreditar em deuses fictícios e lendas sem sentido. O altruísmo sai muito mais espontâneo sem a religiosidade, já que ao invés de sermos bondosos pela obediência cega a seres sem existência comprovada, seremos bondosos pelo respeito aos seres humanos e pela consciência de que todos devemos viver com boa qualidade de vida.

Pra quê acreditar em ficções e temer seres fictícios, recorrendo a eles para melhorar de vida. Não é mais legal nos esforçarmos para vencer com os nossos próprios punhos? Não é bom dizer após a vitória: "venci porque lutei"? Ou acham mais bonito dizer: "venci porque me ajudaram a vencer"?

Países mais evoluídos, sobretudo os da Escandinávia, tem baixíssima religiosidade, mas um senso moral e de justiça que superam a de qualquer nação. Já países de religiosidade alta como o Brasil e o Oriente Médio vivem cheio de problemas que nunca resolvem e tem alto índice de injustiça. Acreditar em ficções melhora a vida das pessoas? Certamente que não. Pelo contrário, só atrapalha.

E o que se pode notar é que a religião atrofia o desenvolvimento intelectual, pois desestimula a análise e o debate. A influência disso está atingindo setores não religiosos, pois os brasileiros se acostumaram a usar a fé para entender tudo, mesmo em assuntos não religiosos como política, cultura e esportes, onde até nestes, a compreensão do que acontece é resultado de uma confiança cega no que é dito, sobretudo por pessoas prestigiadas, tidas como "líderes" da humanidade.

Que tal seguirmos o exemplo de nações evoluídas e esquecermos de vez as religiões? Saber caminhar com os próprios pés é sinal de maturidade e enquanto ficarmos atrelados à ficções e a líderes falidos, nunca vamos evoluir e vamos manter tudo isso como está, com todos os problemas, injustiças e preconceitos completamente intactos, fugindo deles nos momentos de lazer para termos a ilusão de que estamos bem. Para depois encararmos os velhos problemas minutos depois.

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