A lei protege a crença. E a não-crença?

Falamos que a lei protege a crença religiosa. Sem alguma justificativa plausível que pudesse ser assumida, sabemos muito bem que a religiosidade é cúmplice do poder, ensinando à população a ser obediente e submissa a suas lideranças.

Mas e a não-crença? Tem o apoio da lei? Ateus, agnósticos e outros tipos de irreligiosos são completamente abandonados pelo poder. 

Tidos pelos religiosos como desgraça humana, os irreligiosos são confundidos com pessoas de mau caráter, já que em nossa sociedade o senso de moralidade e o altruísmo são automaticamente vinculados à religiosidade. Religiosidade que é baseada na liderança máxima de um Gigante Invisível que todos dão o nome de "Deus".

Na verdade, o estado, que pensa que é laico e não é, junto com a iniciativa privada, ateia em sua maioria, mas que se beneficia da religiosidade alheia, prefere desprezar os ateus em geral e não estimular o ateísmo.

Até mesmo meios de comunicação compartilham desta visão, preferindo fazer reportagens intensas em datas religiosas, tratando os ateus como se eles não existissem. Estimular o ateísmo é estimular a não-obediência e isso apavora todo líder ganancioso, beneficiário da submissão estimulada pela religiosidade alheia.

Ateus, que em sua maioria são anarquistas também, pois recusam qualquer tipo de liderança, divina ou terrena, seguem sua vida com a dificuldade crônica de sempre. Mas pelo menos sem esperar que alguma dessas lideranças esteja disposta a lhe estender as mãos.

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