Religião e poder: uma mistura perigosa

Todos sabem que para os poderosos, sejam políticos ou Grandes Empresários, é muito interessante estimular a religiosidade da população. Todas as crenças são baseadas na submissão a um líder maior (Deus, o qualquer nome que possam dar a esse líder, criado ao gosto de cada "freguês"). A religiosidade enfim, através do estimulo a uma obediência cega , inerte e inquestionável em um líder maior, serve como analogia  para que a população aprenda a se submeter aos líderes e autoridades da Terra, satisfazendo os interesses (exagerados) desses e seus abusos de todos os tipos.

A noção de medo da liderança sempre foi estimulada pela religiosidade e tem sido um fator bem forte para a manutenção dela em nossa sociedade. Os fiéis das religiões detestam ser chamados de alienados, mas não há como fugir: religião é alienação, é ser submisso a um líder que não temos a confirmação de sua existência e aceitar ideias absurdas, que a lógica e o bom senso rovam ser impossíveis de acontecer.

Todas as religiões, apesar de se afirmarem estar com "A Verdade" (e que "verdade" é essa, em que a "verdade" de uma crença contradiz a "verdade" de outra?), se especializam em difundir suposições como se fossem certezas inquestionáveis. E aí de quem se questionar!

Por isso mesmo, por mais que qualquer estado se afirme laico, as autoridades fazem de tudo para estimular a religiosidade da população. Certos países ainda possuem governos teocráticos (governante se assume como "representante" de Deus). No Brasil, a nossa Constituição Federal garante a religiosidade e pune quem for contra ela, permitindo apenas o questionamento de alguns dogmas. E o motivo é claro: através da religião é que a população aprende a temer e obedecer autoridades.

Enquanto as religiões não forem extintas e a população não aprender a andar com as próprias pernas, o poder sempre irá interferir na religiosidade. Laicismo não combina com uma ideologia que precisa de líderes, chefes e autoridades. Graças a crença no "Líder dos líderes" é que a população se converte em um rebanho de ovelhas dóceis e obedientes como as que as religiões tanto mencionam. Seja literalmente ou metaforicamente. 

E qual líder que não gosta de ser obedecido cegamente, tendo um número cada vez maior de servos para satisfazer seus interesses pessoais, muitos deles supérfluos, hein?

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