Mania de ver espiritismo em qualquer letra de música

Os espiritólicos são gente digna de comédia. Se não bastasse seguir a doutrina espírita, uma doutrina racional, sem se utilizar do raciocínio, usando a velha "fé" comum a outras crenças, priorizando romances e acreditando em fantasias ilógicas como se fossem verdades, além de transformarem simples médiuns em gurus, ainda tem o hábito de achar que muitas músicas pagãs são na verdade "músicas espíritas".

Virou moda no meio místico do espiritismo, enxergar letras "espíritas" em músicas de sucesso. Mesmo sabendo que a associação com a doutrina não é intencional, os fanáticos seguidores argumentam que são na verdade "mensagens inconscientes" sobre "pontos" da doutrina. Que pontos são esses, sabe-se lá quais são, mas o que se nota que é mais um delírio espiritólico a tentar priorizar o lado sentimentalóide que muitos adoram colocar na doutrina.

Muitos compositores de sucesso nada tem a ver com a doutrina, uns até são ateus. Mas a insistência dos fanáticos em dizer que "são letras espíritas, sim, senhor!" é tanta que chegam a transformar as músicas em "hinos" da doutrina, cantados em muitos centros espíritas.

Algumas músicas inclusive já fazem parte do hit-parade desses desmiolados seguidores da doutrina: Como uma Onda, com letra de Nelson Motta, com melodia criada e gravada por Lulu Santos, Encontros e Despedidas, de Milton Nascimento e Fernando Brant, gravada pelo primeiro e até mesmo A Viagem, gravada pelo Roupa Nova, composta por alguns integrantes deste e que foi tema de abertura de uma novela espiritólica, A Viagem (aquela em que o mundo espíritual era um campo de golfe e os espíritos eram "condenados" a brincar de ciranda neste ambiente - credo!), o que reforça a associação. Até músicas do Jota Quest, famoso pela mediocridade de suas letras, que parecem rabiscos de criança, já foram consideradas "mensagens espíritas". Tenham dó!!

Nenhuma destas músicas, tem a intenção de se referir à doutrina, que na minha opinião, deveria se preocupar menos com musiquinha e mais com pesquisas e debates sadios, devolvendo o caráter científico que marcou o início da doutrina. Os espiritólicos tem contribuído para que a doutrina criada por Allan Kardec se transformasse num circo de bobagens, dificultando a verdadeira compreensão da doutrina e impedindo a evolução intelectual necessária para a humanidade.

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