Oração: uma forma inerte de se fazer caridade

Uma vez uma marca de refrigerantes lançou uma propaganda dizendo que "os bons são maioria". Estranhamente a propaganda ficou pouco tempo no ar, sumindo misteriosamente após um tempo. Nunca mais reapareceu. 

Prefiro acreditar que isso não é verdade. Claro que os maus não são maioria, mas os bons estão em quantidade muitíssimo reduzida. Na verdade os que não são nem bons nem maus são a gigantesca maioria. Gente que não deseja mal aos outros, mas é negligente na hora de tetar resolver os problemas da coletividade.

E como essa grande maioria é religiosa, o que ajuda a provar que religiões não estimulam a verdadeira bondade, ela prefere orar do que fazer alguma coisa. Mas porque preferem orar?

Orar é muito fácil. Não exige esforço, parece bom e soa simpático para quem recebe a oração. Quem prefere a oração, não quer ajudar de fato. Pensa que evocando os seres imaginários em que acredita que trará a ajuda necessária. Agem com pura paixão, anestesiando o cérebro que adormece e atrofia por não bolar um jeito lógico de oferecer uma ajuda real e eficiente. A oração acaba servindo para a pessoa justificar que "pô, mas eu estou ajudando!", sem mexer um só dedinho.

E com isso tudo fica na mesma, pois entes tão reais quanto personagens de desenho animado nunca teriam condições de oferecer ajuda real. Não espere que uma frasesinha dita aos prantos com as mãos justapostas irá mudaras coisas. O que muda e atitude, é a mão na massa. Caridade que fica só na teoria, morre na teoria.

Chega dessa desculpa esfarrapada e ofereçamos o verdadeiro altruísmo: o da ação. Orar é como oferecer uma água com açúcar a quem teve o corpo todo queimado. Não adianta em nada.

Até porque a inércia dos supostamente bons é que tem perpetuado tudo de errado e nossa sociedade. Se continuarmos assistindo aos erros sem fazer nada, tudo ficara na mesma, como tem sido há séculos, desde que as regiões foram inventadas.

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