Porque, em pleno século XXI, as religiões ainda são fortes?

Um dos maiores sinais de atraso em nossa sociedade é a manutenção da religiosidade. Apesar do número dos sem religião estar crescendo bastante, o número dos que se recusam a aceitar essas farsas que vendem ficção como "verdades salvadoras", ainda é muito pequeno.

Como nada é por acaso e em qualquer sistema, as coisas são relacionadas, o emburrecimento coletivo da sociedade brasileira tem contribuído e muito, para o fortalecimento das religiões.

Apesar de associadas a valores positivos da sociedade brasileira, as religiões são na verdade um mal. Necessário em sociedades mais antigas e mais embrutecidas. Mas hoje, tempos que exigem maior racionalidade, as religiões só fazem mal.

Até porque elas não melhoram ninguém. Se melhorassem, os seguidores das religiões seriam mais tolerantes às críticas. Viver em fantasia de pieguices, acreditando em seres inexistentes, em fatos irreais, é algo que não combina com racionalidade e muito menos com bondade. Até porque o raciocínio torna o altruísmo ainda mais eficiente, enquanto o altruísmo defendido pelas religiões e estereotipado e paliativo.

As quatro figuras da foto que ilustra esta postagem, são os líderes das religiões mais crescentes no Brasil, todas mergulhadas, sem exceção, em fantasiosas ilusões e um altruísmo de fachada, difundindo erros e fazendo girar muito dinheiro, numa indústria infeliz que por não ser considerada como tal, é dispensada inclusive de pagar impostos. Uma festança! Não por acaso todos aparecem sorrindo em suas fotos.

Se pensam que estes líderes lideram religiões diferentes, estão bem enganados. Todas, em essência, são bem iguais, todas filhas do catolicismo medieval. nada fazem para melhorar o ser humano, embora seus seguidores acreditem estar "evoluindo" sua personalidade. De que adianta ser uma pessoa "boazinha" se não o faz com racionalidade, defendendo inclusive com agressões, as ficções que seus líderes não hesitam em difundir?

É triste ver o fortalecimento das religiões em pleno século XXI. Ano que vem teremos encontro de jovens católicos. Grupos religiosos de jovens não param de crescer. A racionalidade e tudo que vem do esforço intelectual é esnobado por uma sociedade cada vez mais crédula e silenciosamente enganada pelas promessas vazias das religiões que seguem rendendo lucros financeiros imensuráveis aos seus líderes e administradores.

O século XXI deveria ser mais racional. A tecnologia do cérebro humano deveria acompanhar a evolução tecnológica, que aliás é totalmente incoerente com qualquer religião. Vejam só, dominar toda a tecnologia de informática para colocar nos computadores ideias totalmente coerentes com os tempos medievais? Incoerente, não acham?

E mentiras e fantasias são difundidas, distorcendo o proposito de Jesus e de outros pensadores - sim, Jesus era um pensador! E o melhor! - , transformando-o em um ícone religioso que não passava de um misto de mágico com tutor de jardim-de-infância, numa imagem totalmente diferente da que Jesus se propunha quando chegou aqui neste planeta que nada mudou desde que Jesus foi embora para planos bem melhores.

Essas religiões picaretas que usam o nome de Jesus para difundir inverdades e lucrar com elas são a grande trave que impede a evolução social, ensinando conceitos errados de moral e altruísmo e estimulando o não-uso do raciocínio (parece que para as religiões, Deus nos deu o cérebro como "enfeite", uma espécie de "apêndice dentro de nossas cabeças) e a fé cega em absurdos que a lógica mostra impossíveis de acontecer.

Com isso estamos adiando o nosso desenvolvimento humano, ainda reféns dos poderosos e vendo a nossas frentes os problemas que nunca são resolvidos e que para os desesperados, só resta mesmo a fuga das religiões com suas lendas ilusórias e suas promessas irrealizáveis.

Falaram que este início de século seria uma era de transformação. Balela! Adiamos, por nossa própria vontade, para daqui a no mínimo 1000 anos, a nossa oportunidade de amadurecimento.

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