Religiosidade cria conflito entre realidade e imaginação

Religiões são mitologias modernas. Ninguém assume isso, mas as características são evidentes. Dá para criar analogia entre lendas e dogmas, entre seres mitológicos e divindades. Apesar de muitos santos (nem todos) serem pessoas que realmente existiram, é construída uma lenda ao redor de cada um, como se pegasse uma personalidade real e criasse um alter-ego dessa pessoa com características bem diferentes.

O fato das religiões serem, sem exceção, mitologias, mas encaradas como realidade pelos seus seguidores, acaba por criar uma verdadeira confusão que gera fanatismo, inércia intelectual e teimosia. Quase todos os religiosos se irritam ao serem aconselhados a recusar que os dogmas e personagens em que acreditam não sejam reais.

Na verdade a base de qualquer religião é o absurdo. Isso não seria mal se ficasse limitada à imaginação. Se os religiosos fossem pessoas que soubessem separar realidade da imaginação. Se os dogmas nunca interferissem nas leis reais. Se fosse assim, tudo bem.

Mas essa confusão entre realdade e ficção gerada pela teimosia da fé cega, faz com que dogmas sejam aplicados no cotidiano real, e muitas vezes se misturando com leis concretas, já que a sociedade religiosa acredita que exista uma dividade gigantesca, uma monstruosa liderança invisível,que deve mandar em nossa realdade. E todo o nosso plano de vida é construído com base na obediência a essa entidade que ninguém vê, ninguém ouve, ninguém sente e ninguém confirma.

Seria muito bom que as pessoas tratassem a religiosidade como algo que deveria ser totalmente divorciado da realidade. Com isso as religiões deixariam de ser nocivas ao cotidiano.

As religiões têm sido muito nocivas para a sociedade. Além de querer impor dogmas, muitos deles absurdos e contraditórios, ainda estimulam o não-raciocínio, através da confiança cega em lideranças e a caridade paliativa, que não elimina problemas, servindo apenas de "água com açúcar" para pessoas carentes e sofredoras. Isso quando não estimula a intolerância e a violência.

Por criar a confusão entre realidade e imaginação, a religiosidade pode ser considerada uma loucura que é aceita e estimulada. Uma loucura que tem rendido grades estragos sociais que só poderão ser resolvidos quando as pessoas entenderem que religião é ficção.

Como ficção, ela enriquece culturas, favorece o relax e não estraga a realidade. Vamos separar a religião da realidade. Todos tem  direito de acreditar, mas ninguém tem o direito de usara sua crença para alterar a realidade, que já é suficientemente conturbada.

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