Ateísmo é o anti-vírus das ilusões religiosas

Do contrário que quase todos pensam, para se entender Deus, a primeira coisa é questioná-lo. Mas muita gente se recusa a fazer isso, pensando que o Deus das religiões, aquele feito a imagem e semelhança do homem, feito a gosto de cada um, é real e autoritário. Para os religiosos, Deus é como se fosse a realização daquela promessa que ouvimos na infância sobre o bicho papão, que irá nos devorar senão agirmos conforme a orientação das religiões.

Para quem raciocina com frequência, as religiões não passam de uma mitologia moderna. Um monte de contos de fadas que até certo ponto podem ser úteis para a explicação de certas coisas de forma metafórica. Mas a fé religiosa se torna muito perigosa, às vezes letal, quando é confrontada com a realidade. Muita gente se submete a ficção religiosa para tentar se salvar de problemas reais. É como a criança que espera o Papai Noel, só que isso levado extremamente a sério.

Fé raciocinada é fé sem as impurezas do dogmatismo religioso

O Espiritolicismo, forma deturpada do Espiritismo brasileiro (também conhecido como Chiquismo, pois nesta forma, o intruso católico Chico Xavier é considerado "mestre"), tão metido a racional, segue fielmente a fé cega imposta nas outras religiões, desviando totalmente da proposta científica original. mesmo falando da boca para fora em "fé raciocinada" segue defendendo absurdos, incoerências e contradições que provam que não foi feita uma limpeza para se livrar das ilusões da fé cega.

O ideal para que o Espiritismo seja melhor entendido, por incrível que pareça, é se tornar laico e ateu, antes de tudo. Eliminar todo tipo de fantasia religiosa, além de aprender a ser mais racional e mais corajoso. A religiosidade piegas é muito nociva para quem pretende ter a fé raciocinada. Quem raciocina, questiona, analisa, discorda de absurdos. Não dá para ser racional defendendo tolices que só fazem sentido em contos de fada contados para crianças antes de dormir.

Se Deus existe, ele é totalmente diferente de qualquer coisa que se tenha tentado a falar sobre Ele. A única certeza é que ele não é uma pessoa. Nem espírito ele é. É uma inteligência, a unica coisa que podemos saber sobre ele, de acordo com nossas limitações intelectuais. Nem nome ele tem, pois nós é que demos um nome a ele. Chame de Acaso, de Mãe Natureza, de Destino, de Maestro, etc.. O nome não importa. O que importa é esquecermos a forma personificada que todos estamos acostumados.

Ateu não nega Deus. Ateu nega o Deus inventado pelas religiões

Ser ateu não é negar Deus e sim negar a divindade imaginada pelas crenças. É despersonalizar Deus. É nos dar o direito irrecusável do livre arbítrio, o que nos irá colocar em situações que nos desafiarão a desenvolver qualidades, sobretudo intelectuais, para que não possamos ser enganados por falsos líderes que usam o nome do Deus-ficção para dominarem os outros e satisfazerem seus interesses mesquinhos.

Na verdade, o ateísmo serve para que possamos nos livrar das mentiras e ilusões que aprendemos com as religiões. É aprender que a verdade tem que ser provada e comprovada. Tudo aquilo que não puder ser comprovado é absurdo e não dá para definirmos como "verdade" aquilo que é absurdo. E o ateísmo momentâneo serve como se fosse um antivírus a deletar toda a fantasia dogmática. Livres dela, podemos sim, entender melhor as coisas e correr, junto com a lógica e o bom senso, em busca da verdadeira verdade (desculpem a aparente redundância - é porque existe a falsa verdade).

Depois do questionamento e da inicial descrença no Deus-ficção, livres do ilusório dogmatismo religioso, aí sim esteramos preparados para encarar o Deus Real, aquele que conhecemos como "Criador". Sem as bobagens religiosas que fundem as nossas cabeças, travando qualquer forma de raciocínio, poderemos entender tudo ao nosso redor e finalmente caminhar rumo a maturidade humana que a sociedade desse pequeno planeta precisa adquirir para resolver todas as suas falhas.

Porque o Deus das religiões nada mais é do que um imenso duende, mágico e invisível, que deveria servir apenas para entreter as mentes carentes e iludidas que ainda não largaram a sua infância. Cresçamos antes de pensar que estamos crescidos. Limpemos as ilusões religiosas para que livres delas, possamos entender o que chamamos de "Deus" e tudo que está sob Sua Organização.

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