Brasileiros não sabem que religiosidade desaparece em nações evoluídas

Brasileiros vivem dentro de sua bolha informativa. Restritos aos meios de comunicação locais, por acharem suficiente a recepção de informações de uma mídia, que mesmo mentirosa e interesseira, fala a sua língua, não raramente de forma informal (tratado como algo simpático e afetuoso), brasileiros acabam por desconhecer vários fatos ocorrentes no mundo, graças a seletividade dos meios de comunicação.

Entre as informações negligenciadas aos brasileiros, é a de que a religiosidade começa a entrar em decadência em países com melhores níveis de escolaridade e de qualidade de vida. Povos que priorizam a racionalidade não somente para estudar e trabalhar, mas para entender o mundo real, despidos das lendas fantásticas contadas de forma fabulosa por livros místicos e religiosos.

Iludidos com a crença de que a religiosidade representaria um estágio avançado da humanidade - numa atitude estudada na síndrome de Dunning-Krueger, quando ignorantes acreditam saber mais que os sábios - como se fosse uma razão mais evoluída, brasileiros seguem fortalecendo a sua credulidade - denominada pomposamente como "fé" - além de adesões a misticismos como astrologia, curandeirismo, etc..

Fica a impressão de que a inteligência e a sabedoria , para os brasileiros, não depende da racionalidade para existir, bastando que escolhamos as fontes supostamente mais corretas de informação. Mesmo que estas fontes não sejam totalmente corretas, mesmo cumprindo estereótipos de correção e de confiabilidade. Lideranças que representem o que os brasileiros entendem como confiável.

Mas brasileiros acabam por se isolar, não somente do mundo real, mas de todo o planeta, por se recusar a aderir uma tendência que seria inevitável com a evolução do intelecto humano. Teimar com a credulidade, disfarçada com o estereótipo de nobreza sugerido pela fé religiosa, é certamente um desejo de permanência de atraso e uma recusa em acompanhar o desenvolvimento mundial.

A teimosia na religiosidade, somada a crença tola de que isso é um sinal de avanço humano é um tiro no pé da humanidade brasileira, que seguirá iludida e incapaz de resolver seus crônicos problemas, que dependem da racionalidade e da recusa da interferência de seres sem comprovação de existência.

Mas é para isso que existe a religiosidade. Para estimular inércia daqueles que acham que somente Deus ou quaisquer tipos de divindades irão resolver os problemas mais complexos do cotidiano. As gananciosas lideranças econômicas, com ajuda das lideranças religiosas agradecem a esta inércia. Com isso, nada melhora, com ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres. Ad Infinitum.

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